sexta-feira, 2 de março de 2012

Grécia, vítima do Reich 4.0 é rebaixada ao grau mais baixo pela Moody's




ATUALIZADO

A agência de rating Moody's rebaixou a grécia de Ca para C, a escala mais baixa em sua classificação de títulos. Isto vem depois de o governo grego fazer um acordo com investidores privados, que na prática perdem 70% de seus holdings da dívida do país. A Moody's afirmou que o risco de calote contiuou alto, ainda que uma troca de bonds com bancos e outros investidores privados venha a ter sucesso. A agência de ratings Standard e Poor's rebaixou o crédito da Grécia para "calote seletivo" em 27 de fevereiro.

A Grécia deveria aproveitar que as agências de crédito estão afirmando que os títulos da dívida grega valem menos que papel higiênico (daqueles cinzas, com letrinhas) e sair da União Européia deixando que a UE e os bancos fiquem com o rojão, e não o povo grego. É óbvio que os 583 bilhões de dólares que a Grécia deve são impagáveis, mesmo que vendessem até as colunas do Pathernon.

Seja factível ou não, e eu não acho que seja, há mais de um ano a imprensa internacional vem afirmando que um default grego desencadearia um colapso econômico e financeiro como o mundo jamais viu. Na minha opinião a Grécia deveria (não) pagar para ver já que não tem nada a perder. Se houvesse um referendo certamente o povo decidiria pelo calote, mas o governo não dá sinais de que isso venha a acontecer.




A Islândia há pouco tempo passava por uma situação muito parecida, e diferentemente de outras nações endividadas decidiram pelo default e deixaram que os bancos pagassem a conta. É claro que o processo não foi sem sobressaltos e o primeiro ministro islandês prometia pagar os bancos, porém os islandeses foram as ruas protestar até que conquistassem o direito ao referendo, mais ou menos como os gregos e Loukanikos vêm fazendo, infelizmente até agora sem sucesso. 

O premiê mais tarde foi afastado, mas pelo menos soube ouvir as demandas de seu povo e não entregou de mão beijada seu país à máfia bancária globalista, saindo de cena de forma honrada. Hoje a Islândia está recuperada do baque e está bem melhor do que antes, tudo isso sem gerar maiores impactos na economia global.

Mas é claro que a União Européia, capitaneada pela Alemanha em seu projeto de Reich 4.0 não quer uma solução parecida, quer sim o sangue e o suor do povo grego, cada centavo e cada centímetro de seu território.

Assim como fizeram ao invadir a Grécia durante a II Guerra Mundial depois de uma fracassada tentativa de Mussolini, quando mais de 300 mil gregos morreram de fome, pelo fato dos alemães saquearem toda sua produção de alimentos, isso sem contar os outros milhares de civis assassinados pelas tropas germânicas e as mulheres estupradas.

German Nazis in front of the Acropolis in Greece
Bandeira Nacional Socialista sendo estendida em frente ao Pathernon

Além disso a Alemanha obrigou o Banco Central Grego a fazer um "empréstimo" a eles que em números atuais alcançaria mais de 164 bilhões de reais (sem calcular juros), montante este que obviamente nunca foi pago. Isso sem falar nas incontáveis obras de arte saqueadas, de valor incalculável, que também nunca foram devolvidas.

A dívida histórica, moral e financeira para com os gregos por parte da Alemanha persiste e é infinitamente maior do que qualquer débito atribuído a eles atualmente. Se ontem oprimiam com seus canhões e com a máquina de guerra, hoje oprimem com suas canetas e com o terrorismo financeiro.

Por Sidney Miron



PS-Em julho do ano passado gravei um vídeo sobre a situação grega, embora muita coisa tenha mudado durante este tempo, muitas outras continuam atuais.


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